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terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Maldito Gozo

Atearam sobre mim as cordas da melodia, puseram meu corpo embalsamado no meio do monte Olimpo. Ironicamente eu e os seres que nasceram da podridão da minha carne estávamos vivos.
 As janelas são os meus olhos, os meus filhos meus ouvidos.

    Senti-me julgado como Maria Madalena, ao invés das pedras da ignorância me puseram em um cavalo alado e expuseram-me  nu diante a luz do amanhecer.

     Eu pequei, arrastem-me pelos cabelos
     Eu pequei, levem-me até a mata virgem
Eu pequei, eu pequei

     Foram dividas as três partes:
  A primeira repleta de ira quebrou todas as janelas,
  A segunda guarnecia todo estoque de dor,
     A terceira peça tiveram-na que  quebrar à ponto de soltar todos os demônios.

Malditos sejam aqueles que nos fazem pra morrer
Malditos sejam os ruídos e sussurros que me assombram
Maldita seja a melodia das cordas que se arrastam 

A Morte é santa quando convém, torna-se o ser sádico quando percebe que não tem mais volta.

                                                           (Luciano Gomes)
     

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